segunda-feira, 24 de maio de 2010

Las Peripécias

Dando continuidade a “saga”, minha infância, tragos outros três episódios legais, que marcaram este período importante de minha vida e motivaram várias gargalhadas tanto em mim, quanto nas pessoas que ouviram este conto.

São eles: O Milharal, A Barraca e o Gato Guerreiro.
Vocês já reparam que a maior parte das aventuras sempre acontecia na casa de minha avó, a Dona Linda? Pois é. Na casa de meu pai não havia espaço, ficávamos sempre da varanda pra sala e só.


O MILHARAL


No último post eu comentei sobre “Seu Brasil”, pai dos meus amigos, lembra? Enfim, ele tinha um quintal enorme onde havia um milharal. Sempre que eu e meu irmão brigávamos e ficávamos de mal com os filhos dele íamos sempre para o tal milharal, motivo? Irritar “Seu Brasil”.
Ele era manco e como não conseguia correr atrás da gente gritava horrores. Quando os filhos dele escutavam os berros corriam atrás de mim e do meu irmão pra defender o plantio, risos. Era muito engraçado. Mas tudo acabava sempre da mesma forma, fazíamos as pazes e brindávamos, com o licor, é claro.

A BARRACA


No final da rua da casa de Vovó, havia uma velha barraca com uma ribanceira no fundo. Adorávamos fica lá. Como o local ficava muito recuado dava pra fazer brincadeiras mais arriscadas, como pendurar-se na ribanceira usando cordas. Todas as vezes que fazíamos isso era um choro só. Não nosso, mas de nossas pequenas primas, que na época deviam tem uns quatro ou cinco anos. E a diversão era essa. Perdura-se, fazê-las chorar e suplicar por ajuda. Elas corriam aos prantos pra contar pra minha avó, mas quando chegavam lá nos já estávamos em outra brincadeira e minha Dona Linda, além de não acreditar, dava umas palmadas nelas.

O GATO GUERREIRO


Guerreiro era o gato preferido dos meus avós, eu disse, dos meus avós. Era só coitadinho dar bobeira que meu irmão caçula colocava ele num saco de lixo e o arremessava no quintal ao lado, onde havia dois cachorros terríveis, feios e brutos, de dar medo. A galera toda da rua se reunia para ver o espetáculo. Enquanto o gato se debatia, a gente gritava –“Vai guerreiro, rasga o saco e foge, vai!”.

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